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Antifraude

Fraude documental: detectar falsos documentos e deepfakes

A desmaterialização dos processos fez explodir a fraude documental: documentos de identidade falsificados, comprovantes de residência fabricados, e agora ataques por deepfake capazes de enganar uma verificação biométrica mal protegida. Este guia descreve as técnicas de fraude atuais e os métodos de detecção a implementar.

Atualizado em

Desafios regulatórios da detecção de fraude

A detecção de fraude documental não é simplesmente uma boa prática: ela condiciona a eficácia da verificação de identidade exigida pela LCB-FT e pelo referencial PVID da ANSSI. Aceitar um documento falso equivale a não cumprir a obrigação de verificar a identidade do cliente, com risco de responsabilidade em caso de lavagem de dinheiro ou usurpação de identidade. A usurpação de identidade e o uso de documentos falsos constituem infrações penais. O referencial PVID impõe controles precisos de autenticidade do documento e de detecção de vida, precisamente para resistir aos ataques de apresentação e injeção, incluindo deepfakes.

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  • Obrigação LCB-FT de verificar a identidade com base em um documento probatório confiável.
  • Referencial PVID da ANSSI: requisitos de resistência aos ataques de apresentação e injeção.
  • Código Penal: falsificação e uso de falsificação (art. 441-1) e usurpação de identidade (art. 226-4-1).
  • RGPD: tratamento proporcional dos dados biométricos utilizados para detecção.

Documentos e vetores de fraude a monitorar

Documentos de identidade falsificados ou totalmente contrafeitos (foto substituída, MRZ incoerente).
Comprovantes de residência fabricados ou retocados (faturas, recibos modificados).
Documentos autênticos mas roubados, utilizados por terceiros (usurpação de identidade).
Ataques de apresentação: foto impressa, tela reproduzida, máscara 3D frente à câmera.
Ataques por injeção: fluxo de vídeo falsificado ou deepfake injetado no canal de captura.
Comprovantes financeiros ou contracheques falsificados em dossiês de crédito.

As etapas de detecção da fraude documentária

  1. 1

    Análise de autenticidade do documento

    Verificação das seguridades visuais, da zona MRZ, da fonte tipográfica e, se possível, leitura do chip NFC.

  2. 2

    Detecção de manipulações

    Busca por vestígios de retoque, inconsistências de metadados e sobreposições que revelam falsificação.

  3. 3

    Controle de vivacidade e biometria

    Detecção de vivacidade para descartar fotos, telas e máscaras, e correspondência facial resistente a deepfakes.

  4. 4

    Pontuação e revisão humana

    Atribuição de um score de risco e escalação dos casos duvidosos para um analista para decisão final rastreada.

Perguntas frequentes

Quais são os tipos mais comuns de fraude documentária?
Distinguem-se a contrafação (documento inteiramente fabricado), a falsificação (documento autêntico modificado, por exemplo foto substituída) e o uso fraudulento de um documento autêntico roubado. À distância acrescentam-se os ataques de apresentação e por injeção.
Como detectar um deepfake durante uma verificação?
A defesa repousa em uma detecção de vivacidade robusta e na proteção do canal de captura contra a injeção de fluxo de vídeo. O referencial PVID exige uma resistência comprovada a esses ataques, além de uma simples comparação de rostos.
A leitura NFC protege contra a fraude?
Sim, muito eficientemente. A leitura do chip NFC do documento permite verificar criptograficamente a autenticidade dos dados e da foto, o que torna uma falsificação visual muito mais difícil de passar despercebida.
Um comprovante de endereço pode ser verificado automaticamente?
Parcialmente: a análise pode identificar inconsistências de layout, metadados ou formato. Para enjôos elevados, uma verificação cruzada com fontes terceirizadas e uma revisão humana reforçam a confiabilidade.
É sempre necessária uma intervenção humana?
A automatização trata a grande maioria dos casos, mas uma revisão humana de dossiês de risco permanece recomendada. Ela assegura a decisão, documenta o raciocínio e limita falsos positivos e falsos negativos.
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