Como funciona uma assinatura eletrônica?
Mecanismo criptográfico, autenticação, timestamping, trilha de auditoria: o funcionamento de uma assinatura eletrônica explicado passo a passo.
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Redator — Certyneo · Sobre Certyneo

O princípio geral
Uma assinatura eletrônica não é uma imagem. É um processo criptográfico que liga quatro elementos indissociáveis: o documento, a identidade do signatário, o momento da assinatura e a prova técnica de que nada foi posteriormente modificado.
Este processo baseia-se em dois pilares: a autenticação do signatário e a integridade do documento.
Passo 1: autenticar o signatário
A autenticação consiste em estabelecer um vínculo entre a pessoa que assina e uma identidade verificável. Existem diversas técnicas, que podem ser combinadas:
- Endereço de e-mail confiável: um link exclusivo é enviado. Somente o titular da caixa de e-mail pode clicar e assinar.
- Código OTP (senha de uso único): um código de uso único é enviado por SMS. O signatário insere-o para comprovar que possui o número de telefone associado.
- Certificado pessoal: para a assinatura qualificada, um certificado emitido por um prestador qualificado comprova a identidade do signatário.
O nível de exigência varia conforme o nível de assinatura pretendido — veja as diferenças entre os níveis.
Passo 2: calcular a impressão criptográfica
Antes da assinatura, a plataforma calcula uma impressão (hash) do documento. É uma sequência única de caracteres que representa o conteúdo do arquivo. Qualquer mudança, mesmo de um único caractere, produz uma impressão completamente diferente.
A impressão é como uma assinatura digital do arquivo: é pequena (algumas dezenas de bytes) mas garante a integridade. Se alguém modificar o documento após a assinatura, a impressão não corresponde mais: a assinatura é invalidada.
Passo 3: associar identidade e impressão
A plataforma criptografa a impressão com uma chave criptográfica vinculada à identidade do signatário (via PKI para a QES, ou via plataforma para a SES/AES). O resultado é o token de assinatura: um objeto digital que contém ao mesmo tempo:
- a impressão do documento
- o identificador do signatário
- o carimbo de data/hora preciso
- a própria assinatura criptográfica
Este token é incorporado ao PDF final segundo o formato PAdES (PDF Advanced Electronic Signatures), um padrão europeu. Concretamente, quando você abre um PDF assinado no Adobe Acrobat Reader, o leitor verifica automaticamente o token e exibe "Assinatura válida" se tudo corresponder.
Passo 4: carimbar a data e hora
O carimbo de data/hora vincula a assinatura a um instante preciso e verificável. Um carimbo qualificado emitido por um prestador de confiança fornece a prova legal de que o documento existia naquela data — um argumento decisivo em caso de disputa sobre a data do compromisso.
Consulte carimbo de data/hora eletrônico para entender a função e os níveis do carimbo de tempo.
Passo 5: registrar na trilha de auditoria
A cada etapa do ciclo de assinatura, a plataforma registra um evento com carimbo de data/hora:
- envio do envelope
- abertura pelo signatário (com IP e user-agent)
- entrada do OTP
- assinatura efetiva
- possível recusa
- expiração
O conjunto constitui a trilha de auditoria. Esta é a prova operacional do processo. Está incluída no PDF final e é mantida por 10 anos. Consulte prova de assinatura eletrônica.
O que realmente acontece do lado do signatário
Do ponto de vista do signatário, a experiência é mínima:
- Ele recebe um e-mail com um link.
- Ele clica e abre o documento em seu navegador.
- Ele lê e clica em "Assinar".
- Para a AES: ele insere um código SMS recebido em seu telefone.
- Pronto. Ele recebe uma cópia do PDF assinado.
Nenhuma conta para criar, nenhum aplicativo para instalar, nenhum certificado para gerar (exceto para a QES). Tudo é feito em 1 a 3 minutos.
O que acontece do lado do remetente
O remetente conduz o processo a partir de seu painel:
- envio do documento (PDF, conversão automática se for Word)
- adição de destinatários e posicionamento dos campos de assinatura
- escolha do nível de assinatura e da ordem (paralela ou sequencial)
- configuração de lembretes automáticos e da data de expiração
- envio
Em tempo real, ele vê cada envelope passar de "enviado" para "aberto" e depois "assinado". Webhooks ou notificações push podem levar esses eventos a um CRM ou a um sistema de RH.
Por que a assinatura eletrônica é difícil de falsificar
- Impressão criptográfica: qualquer modificação invalida a assinatura
- Autenticação forte: sem acesso ao e-mail E ao telefone (para a AES), é impossível se passar pelo signatário
- Trilha de auditoria com carimbo de data/hora: cada etapa é rastreada com IP e user-agent
- Chaves criptográficas: a chave privada do signatário (QES) nunca sai de seu dispositivo de hardware
- Arquivamento por 10 anos: a prova permanece utilizável muito tempo depois da assinatura
Como a Certyneo ajuda você
Na Certyneo, todo o encadeamento criptográfico é executado no backend em servidores europeus (Alemanha, IONOS): envio do PDF, cálculo do hash SHA-256, integração do token PAdES, carimbo de tempo e conservação da trilha de auditoria em um banco de dados PostgreSQL criptografado. Você tem um processo em conformidade com o eIDAS sem precisar entender o detalhe técnico.
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FAQ
Posso verificar uma assinatura sem a plataforma que a emitiu?
Sim. Um PDF assinado no formato PAdES pode ser verificado por qualquer leitor de PDF compatível (Adobe Reader, pdfsig e outros). Mesmo que a plataforma emissora desapareça, a assinatura permanece verificável.
O que acontece se eu modificar o PDF após assinar?
A assinatura torna-se inválida. O leitor de PDF exibe o aviso "O documento foi modificado desde a assinatura" e a impressão não corresponde mais.
Quanto tempo dura uma assinatura eletrônica?
A assinatura permanece válida enquanto os algoritmos criptográficos utilizados forem válidos. Para garantir a validade a longo prazo, são utilizados formatos PAdES-LTA (Long Term Archive), que incluem carimbos de data/hora qualificados regenerados periodicamente.
Podemos assinar vários documentos de uma só vez?
Sim. Um envelope Certyneo pode conter vários documentos, todos assinados com um único clique. Cada documento mantém a sua própria impressão, mas a trilha de auditoria é comum.
A impressão revela o conteúdo do documento?
Não. A impressão é de mão única: você pode calcular a impressão a partir do documento, mas não recuperar o documento a partir da impressão. Esta é uma das propriedades fundamentais das funções hash criptográficas.
Conclusão
Uma assinatura eletrônica é um processo criptográfico que vincula de forma verificável um signatário, um documento, uma data e um consentimento. O signatário não precisa entender nada disso — para ele, é um clique e um código SMS. Para você, é uma prova sólida, arquivada e utilizável.
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