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Guia imobiliário 2026

Assinatura eletrônica no imobiliário: contrato de aluguel, mandato, compromisso

A assinatura eletrônica é plenamente reconhecida para o conjunto dos atos imobiliários sob forma privada: contratos de aluguel residencial e comercial, mandatos de venda e gestão, compromissos e promessas, estados de conservação, aditivos. Este guia explica o marco legal aplicável (lei Hoguet, ALUR, ELAN, SRU, regulamento eIDAS), o nível de assinatura a adotar conforme o ato, e as boas práticas para garantir a força probante dos seus dossiês.

Atualizado em

Qual é o marco legal da assinatura eletrônica no imobiliário?

Nenhum texto obriga a assinatura manuscrita para os atos imobiliários sob forma privada. O artigo 1367 do Código Civil reconhece à assinatura eletrônica o mesmo valor jurídico que a assinatura manuscrita, e o artigo 1366 confere ao documento eletrônico a mesma força probante que o papel. A lei ELAN (2018) confirmou explicitamente a validade dos contratos de aluguel em forma eletrônica. Os únicos atos excluídos são os atos autênticos notariais (art. 1369 Código Civil), que dependem do ato autêntico eletrônico assinado pelo notário. O nível de assinatura depende da importância do ato:

  • Mandato de venda ou gestão: assinatura avançada (AES) recomendada — conservação 10 anos (lei Hoguet, art. 72 do decreto de 1972)
  • Contrato de aluguel residencial ou comercial: assinatura avançada (AES), anexos obrigatórios (DPE, estado de riscos, notificação) passíveis de assinatura no mesmo envelope
  • Compromisso / promessa de venda: AES + carimbo de tempo qualificado para datar o início do prazo de arrependimento SRU de 10 dias (art. L271-1 CCH)
  • Estado de conservação: assinatura em pessoa possível desde o mesmo tablet, com OTP SMS individual por parte

Quais documentos imobiliários podem ser assinados eletronicamente?

Mandato de venda (simples ou exclusivo)
Mandato de gestão locativa
Contrato de aluguel residencial (vazio ou mobiliado)
Contrato de aluguel comercial (3-6-9, derrogável)
Compromisso e promessa de venda
Estado de conservação de entrada e saída
Aditivo e ato de caução solidária
Dossiê de crédito e documentos anexos (DPE, diagnósticos)

Como é um fluxo de trabalho imobiliário típico com assinatura eletrônica?

  1. 1

    Prepare o ato e seus anexos

    Importe a locação, o mandato ou a promessa de compra em PDF, com seus anexos (DPE, relatório de riscos, aviso informativo). Um único envelope pode agrupar vários documentos.

  2. 2

    Adicione todos os signatários

    Agente, proprietário(s), locatário(s), fiador. Em condomínio ou casal, adicione cada co-titular sob pena de nulidade parcial. Cada um recebe um link seguro pessoal.

  3. 3

    Faça assinar em assinatura avançada

    Verificação de identidade por OTP SMS, certificado único e timestamp qualificado (art. 26 eIDAS). A menção manuscrita do fiador é inserida e validada no fluxo.

  4. 4

    Arquive e mantenha seu registro

    O ato assinado e seu audit trail são arquivados por 10 anos com valor probante. Os mandatos são numerados automaticamente para um registro de mandatos em conformidade, exportável para qualquer verificação.

Perguntas frequentes — Assinatura eletrônica e imobiliário

Uma locação assinada eletronicamente é legal na França?
Sim, sem ambiguidade. A lei ELAN (2018) confirmou a validade de locações em formato eletrônico e o artigo 1367 do Código Civil reconhece a assinatura eletrônica como equivalente à assinatura manuscrita. Os anexos obrigatórios (DPE, relatório de riscos, aviso informativo) podem ser assinados no mesmo envelope.
Qual nível de assinatura escolher para um mandato ou uma promessa de compra?
A assinatura avançada (AES) é recomendada diante dos riscos financeiros (comissão, cláusula penal, preço de venda). Ela traz a presunção de confiabilidade do artigo 1367 do Código Civil, oponível sem demonstração adicional, sob reserva de produzir o audit trail eIDAS.
Como respeitar o prazo de arrependimento SRU de 10 dias?
Para uma promessa de compra relativa a um imóvel, o prazo de arrependimento de 10 dias (art. L271-1 CCH) começa a partir da primeira apresentação do ato assinado. O timestamp qualificado data precisamente a assinatura e fornece a prova do ponto de partida do prazo em caso de disputa.
As menções manuscritas do fiador são possíveis eletronicamente?
Sim. A jurisprudência admite que as menções previstas pelo artigo 22-1 da lei de 1989 sejam inseridas e assinadas eletronicamente, desde que o garantidor as reproduza pessoalmente (sem cópia e cola pré-preenchida). Um campo de entrada obrigatório com validação e timestamp protege esse requisito.
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