Diagnóstico Imobiliário Obrigatório: Lista Completa 2026
Diagnósticos obrigatórios antes de venda ou aluguel em 2026: lista completa, prazos de validade, profissionais certificados e consequências em caso de ausência.
Equipe Certyneo
Redator — Certyneo · Sobre Certyneo

A venda de um bem imobiliário na França impõe ao vendedor a entrega de um Dossiê de Diagnóstico Técnico (DDT) ao comprador, anexado à promessa de venda ou ao ato autêntico. Em 2026, a regulamentação se reforça, notadamente no aspecto energético com a proibição progressiva do aluguel de imóveis ineficientes termicamente. Dominar a lista exaustiva dos diagnósticos obrigatórios é, portanto, essencial para assegurar juridicamente a transação e evitar conflitos pós-venda. Este artigo faz um ponto completo sobre os diagnósticos exigíveis em 2026 de acordo com a natureza do bem, sua localização e ano de construção.
O marco legal do Dossiê de Diagnóstico Técnico
O DDT é regulado pelos artigos L.271-4 a L.271-6 do Código da Construção e da Habitação (CCH). Sua ausência envolve a responsabilidade do vendedor e pode resultar na anulação da venda, redução do preço, ou até ação por garantia de vícios ocultos. Cada diagnóstico deve ser realizado por um diagnosticador certificado COFRAC, em conformidade com o decreto nº 2006-1114. A duração de validade varia de acordo com o tipo de diagnóstico, e um documento expirado não é oponível ao comprador.
Lista dos 10 diagnósticos obrigatórios em 2026
- Diagnóstico de Desempenho Energético (DPE) — Obrigatório para todo imóvel residencial, válido por 10 anos. Desde 2025, imóveis classificados como G são proibidos para aluguel; F o será em 2028.
- Diagnóstico de Amianto — Obrigatório para bens cuja licença de construção é anterior a 1º de julho de 1997. Duração ilimitada se ausência detectada.
- Constatação de Risco de Exposição ao Chumbo (CREP) — Para imóveis construídos antes de 1º de janeiro de 1949. Validade de 1 ano se positivo, ilimitada se negativo.
- Estado relativo à presença de cupins — Obrigatório nas zonas definidas por decreto prefeitural. Validade 6 meses.
- Estado da instalação interna de gás — Para instalações com mais de 15 anos. Validade 3 anos.
- Estado da instalação interna de eletricidade — Para instalações com mais de 15 anos. Validade 3 anos.
- Estado dos Riscos e Poluições (ERP) — Obrigatório nas zonas afetadas por um PPR (natural, mineiro, tecnológico), sismicidade, radônio. Validade 6 meses.
- Diagnóstico de saneamento não coletivo — Para imóveis não conectados à rede de esgoto. Validade 3 anos.
- Medição Lei Carrez — Para todo lote em condomínio (exceto caves, garagens, terraços). Duração ilimitada exceto em caso de obras modificativas.
- Auditoria energética — Obrigatória desde 1º de abril de 2023 para a venda de imóveis classificados como F ou G, estendida às classes E em 2025 e D em 2034.
Sanções e responsabilidades em caso de não cumprimento
A ausência de um diagnóstico obrigatório priva o vendedor da cláusula de exoneração de garantia de vícios ocultos (artigo 1641 do Código Civil). Um DPE incorreto pode agora envolver a responsabilidade do diagnosticador E do vendedor, desde seu caráter oponível estabelecido pela Lei Clima e Resiliência de 22 de agosto de 2021. As sanções penais podem chegar a 37.500 € de multa por declaração falsa relativamente a amianto ou chumbo.
Experimente Certyneo gratuitamente
Envie seu primeiro envelope de assinatura em menos de 5 minutos. 5 envelopes gratuitos por mês, sem cartão de crédito.
Aprofundar o tema
Artigos de referência sobre este tema.
Aprofundar o tema
Nossos guias completos para dominar a assinatura eletrônica.
Artigos recomendados
Aprofunde seus conhecimentos com estes artigos relacionados ao tema.
Assinatura eletrônica como prova jurídica em litígio
Um contrato assinado eletronicamente realmente vale perante um tribunal francês? Análise completa do valor probatório da assinatura eletrônica em situação de litígio.
Assinatura eletrônica para contratos B2C: validade em 2026
A assinatura eletrônica em contratos B2C levanta questões precisas sobre a validade jurídica e a coleta do consentimento do cliente. Aqui está tudo o que você precisa saber para 2026.
Assinatura eletrônica no setor público: guia 2026
Desde 2020, a assinatura eletrônica é obrigatória em licitações públicas acima de certos limites. Descubra as regras, os níveis necessários e como colocar sua administração em conformidade.